O Ministério Público do Paraná, por meio do Núcleo de Francisco Beltrão do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e da 6ª Promotoria de Justiça de Toledo, e a Polícia Civil do Estado do Paraná, a partir do Departamento Estadual de Narcóticos (Denarc) de Pato Branco, cumpriram nesta quarta-feira (19), 92 ordens judiciais na segunda fase da Operação Carga Fria.
A operação apura a atuação de uma organização criminosa na distribuição de drogas do Paraná para Minas Gerais, Pernambuco, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. Os mandados, que incluem 11 de prisão preventiva, foram expedidos pela Vara Criminal de Toledo e cumpridos simultaneamente em cinco estados – Paraná (Toledo, Cascavel, Pato Bragado, Marechal Cândido Rondon, Capitão Leônidas Marques e Capanema), Rio de Janeiro (capital), São Paulo (capital), Minas Gerias (Ribeirão das Neves) e Santa Catarina (Balneário Camboriú).
Além das prisões, também foram cumpridas ordens de bloqueio de bens móveis e imóveis e ativos financeiros de 24 pessoas e 13 empresas, bem como imposto o sequestro de 17 veículos, entre caminhões e carros. Prestaram apoio ao cumprimento dos mandados as Polícias Civil do Rio de Janeiro e Minas Gerais, a Corregedoria da Polícia Civil de São Paulo, o Gaeco do MP de Santa Catarina, a Polícia Federal e o Centro Integrado de Operações de Fronteira de Foz do Iguaçu.

Investigação

As apurações tiveram início em março de 2023 com a apreensão de quase duas toneladas de maconha em um fundo falso de um caminhão frigorífico. Após a ação, identificado o local onde a droga seria armazenada e durante o cumprimento de mandado de busca e apreensão, a Polícia Civil do Paraná localizou um segundo caminhão frigorífico com fundo falso com grande quantidade de munição de fuzil e um “bunker”, instalado sob um chiqueiro de porcos, no município de Toledo.
As investigações apontaram que a distribuição dos entorpecentes era feita a partir de caminhões carregados com cargas frigorificadas, sendo a estratégia escolhida pela dificuldade de fiscalização destas, uma vez que o rompimento do lacre pode comprometer o produto armazenado.

Lavagem de dinheiro

Os valores obtidos com o comércio dos entorpecentes era mascarado a partir da aquisição de bens móveis, imóveis e ouro. Os chefes da organização criminosa ostentavam padrão de vida elevado, com apartamentos e casas de alto padrão, viagens, carros luxuosos e veículos aquáticos.
Em quatro anos, a organização movimentou mais de R$ 100 milhões por meio de valores em espécie e transações bancárias feitas em contas de “laranjas” e testas de ferros – muitas delas empresas de fachada criadas apenas para movimentar o dinheiro resultante da atividade criminosa.
Entre os investigados está um policial civil do Estado de São Paulo, afastado na primeira fase da Operação e que teve a prisão preventiva decretada nesta segunda fase das investigações. Um dos alvos desta etapa é um jornalista ,proprietário de um jornal digital no Rio de Janeiro, suspeito de ser o responsável pela contabilidade e gerência das contas bancárias do esquema criminoso.
Fonte: MP-PR

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